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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Como acabar com o trafico?




Traficantes esgueirando-se às centenas, quiçá milhares, feito baratas pelos matos dos morros cariocas. Homens de bermudas, sem camisa, mas com fuzil AK nos ombros. Bandidos com capacidade de fogo suficiente para arremessar granadas em blindados.


Como é possível que sejam tantos e reúnam tamanho poder?

Simples: o poder vem da maior fonte de poder do mundo: do dinheiro.

E de onde vem esse dinheiro?

Óbvio: do comércio de drogas.

E uma última pergunta: por que o comércio de drogas é tão frutuoso?

Essa pergunta é decisiva. Afinal, não existem tantas pessoas que consomem drogas. A maioria, a IMENSA maioria, não consome drogas. No entanto, existem consumidores de drogas, é claro que existem, e eles são, quase todos, jovens que passam pela droga algumas vezes e a abandonam logo ali.

O que torna o tráfico lucrativo, portanto, não é o consumo massivo da droga: é a proibição da droga. A droga, tornada clandestina, não paga imposto, não assina carteira, nem tem controle de qualidade.

Se, de um dia para outro, o Estado proibir a venda de sabão, as pessoas ainda assim continuarão usando sabão, levando alguns a produzir sabão e outros tantos a vender sabão. O comércio do sabão continuará farto, embora proibido. Mas, proibido, não pagará nenhuma taxa, nenhum imposto, nada. Não terá nenhuma obrigação social. Os trabalhadores envolvidos na produção e na venda do sabão não terão direito a férias, décimo-terceiro, horas extras etc. E o dono da fábrica clandestina de sabão ficará rico, poderá comprar armas para enfrentar a polícia que tenta reprimir o tráfico de sabão. Terá tantos recursos que corromperá a própria polícia e a justiça para continuar vendendo o seu sabão.

Aí chega um legislador convincente e demove o Estado da proibição do sabão. A venda do sabão foi liberada! Agora, os produtores de sabão terão de montar uma sede legalizada, com recepcionista e pagamento de IPTU; terão de registrar seus trabalhadores e pagar-lhes os direitos exigidos pela lei; terão de pagar os impostos sobre a produção e a venda do sabão, o imposto de renda, os impostos sobre propriedade. Agora, os produtores de sabão não usam mais bermudas e nem ficam sem camisa: eles usam terno e gravata. Eles ganham muito menos. E pagam muito mais.

Pegue aquele traficante que se rasteja pelo morro de bermuda, sem camisa, mas com um AK nos ombros, troque seu fuzil por uma pasta de executivo, meta-lhe dentro de uma gravata, legalize-o e faça com que o sistema o absorva.

Pronto. Acabou a criminalidade.

Transformar a droga de um problema de segurança em um problema de saúde, esse é o caminho para acabar com a guerra urbana do tráfico.

Fonte: Zero Hora, Blog do David Coimbra

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A história da droga

Se pararmos para uma discussão a respeito das drogas, não chegaremos a muita coisa.
Os fervorosos dirão que é o mal da humanidade, pra muitos, realmente é, pra outros, não.
Mas enfim, a questão desse tópico não é discutir!
Foi aberta ma exposição em Londres, chamada "High Society", que conta boa parte da história das drogas.
Inicia-se antigo Egito e termina nas drogas sintéticas de hoje. Sem criar julgamentos, a exposição retrata as drogas que a sociedade, em diferentes lugares e momentos utilizaram – das ilegais maconha e cocaína aos lícitos álcool e cafeína, a cogumelos alucinógenos e etc.
Também retrata vários escritores que utilizaram drogas e suas obras, como Aldous Huxley que escreveu "As portas da percepção" sobre efeito de mescalina, LSD e etc. Acredita-se que Robert Louis Stevenson tenha escrito “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde” sob os efeitos de um alucinógeno similar ao LSD. Samuel Taylor Coleridge teria criado “Kubla Khan” após uma viagem de ópio e Charles Baudelaire relata suas experiências com haxixe e ópio em “Paraísos Artificiais”.
Há também um experimento da Nasa com aranhas que demonstra que a cafeína, mais do que qualquer outra droga, fazia com que esses aracnídeos tecessem teias bem diferentes.
Fala também dos efeitos recreativos, os resultados danosos e por que o ópio contribuiu para a expansão do império britânico.
Na parte destinada a objetos – mais de 200 – há pinturas, gravuras, colírios da era Vitoriana, cachimbos de diversos formatos e kits para drogas injetáveis.
No início do século 20 era prática comum em muitas culturas ocidentais tratar tosse de crianças com xarope à base de heroína ou dar cigarros de maconha aos asmáticos.
Essa maré de alegrias começa a mudar em 1920, quando o temor com os problemas de saúde gerados pelas drogas cresceu. Em 1961, uma convenção das Nações Unidas levou à criminalização generalizada dessas substâncias.
“A presença das drogas em nossa cultura é algo muito confuso e sempre questionado. Acho interessante ter essa noção de que o consumo existiu em outros períodos”, diz Mike Jay, historiador responsável pela curadoria da exposição.
Segundo ele, o papel britânico no comércio de ópio é um ótimo exemplo.
Em meados do século 19, a Grã-Bretanha era a potência mais desenvolvida do mundo. Mesmo poderosa, precisava vender suas mercadorias às nações em expansão. O mercado chinês era fechado a qualquer possibilidade de comércio, mas havia um produto que despertava o interesse da chinesada: o ópio.
A fim de compensar o prejuízo nas relações comerciais com a China, os ingleses começaram a traficar o ópio que eles produziam na Índia. O caldo entornou quando o consumo da droga explodiu na China – causando sérios problemas de saúde pública – e o governo decidiu acabar com a festa. O resultado foi a Guerra do Ópio.

A mostra fica em cartaz até 27 de fevereiro.

Algumas imagens da exposição:

2 chineses utilizando ópio:


Um estoque em uma fábrica de ópio


Centro do ópio (eu não sei se seria um centro e utilização ou de tratamento):


Algumas espécies de cogumelos (alguns alucinógenos):


Xarope a base de maconha:


Heroína medicinal:


Vinho a base de coca